Blog do Prof. Sacconi

Bem-vindo!


Bem-vindo a seu blog de língua portuguesa!
por Luiz Antonio Sacconi.

 
Sexy
Postado por Prof. Sacconi, 30 Maio, 2008   

Essa palavra inglesa não varia no plural. Os jornalistas brasileiros, no entanto, não sabem disso. Por isso escrevem asneiras como esta (matéria de hoje de O Estado de S. Paulo):

As vozes mais sexies do mundo

Uma pesquisa, feita pela empresa inglesa de telefonia Post Office Telecom junto ao público, escolheu as vozes ds atrizes Judi Dench e Honor Blackman e dos atores Alan Rickman e Jeremy Irons, como “a voz humana perfeita”.
Segundo os estudiosos Andrew Lunn e Shannon Harris, análises do tom, da velocidade da fala, da freqüência e da entonação foram decisivas na escolha de uma voz humana atraente e perfeita.
Mas isso foi na Inglaterra. Aqui no Brasil, quais seriam as vozes mais sexies? William Bonner? Daniella Cicarelli? Malu Mader?

O jornalismo brasileiro é ótimo!…


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Algumas frases interessantes
Postado por Prof. Sacconi, 29 Maio, 2008   

Abolir a norma culta seria a barbárie. Escrever e ler corretamente é ter nas mãos a maior arma da vida. (Flávio di Giorgi, professor de Linguística da PUC.)             

Só gosto de corrigir as pessoas inteligentes, que gostam de aprender; os burros ficam danados quando se descobre uma besteira deles. (Aurélio Buarque de Hollanda Ferreira.)             

Todos nós somos livres.         Podemos falar e agir como bem quisermos…         Porém, da maneira de como falamos e de como agimos,         O mundo saberá com quem está lidando. (Bernardo Marques de Abreu Filho.)             

Quando uma sociedade se corrompe, a primeira coisa que gangrena é a linguagem. (Octavio Paz.)             

Falar mal a língua tornou-se hábito; ofendê-la, sinal de simplicidade. Escrevê-la sem respeito chega a ser estilo. Breve, conhecê-la pode ser apenas sinal de pedantismo. (Veja, 907, pág. 50.)             

Dominar a língua em qualquer dos seus aspectos é, sim, motivo de orgulho — e também uma ferramenta para avançar na vida. (Veja, 1 999, pág. 101.)              

Errar é humano; acertar é humano e civilizado. (Luiz Antonio Sacconi.)               

Os veículos de comunicação de massa deveriam ter apenas dois compromissos com o público: a verdade da informação e o respeito ao idioma. (Luiz Antonio Sacconi.)             

A distância entre o nível popular e o nível culto ficou tão marcada que, se assim prosseguir, acabará chegando a se parecer com o fenômeno verificado no italiano ou no alemão, por exemplo, com a distância entre um dialeto e outro. (Evanildo Bechara.)                        

Não tenho sentimento nenhum político ou social. Tenho, porém, num sentido, um alto sentimento patriótico. Minha pátria é a língua portuguesa. (Fernando Pessoa.)             

Não há profissional sério que não sinta necessidade de utilizar a norma culta; não há profissional respeitado que não tenha suficientes razões para conhecê-la. (Luiz Antonio Sacconi.)


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Carta de famoso advogado, na Veja
Postado por Prof. Sacconi, 29 Maio, 2008   

Na área jurídica, em que atuo, o manejo adequado do vernáculo tem especial relevância, já que é o instrumento através do qual são veiculadas todas as pretensões, manifestações e decisões pelos advogados, magistrados e demais operadores do direito. Igualmente, nos concursos públicos, o domínio da norma culta da língua tem sido cada vez mais rigorosamente cobrado, o que exige dos candidatos intensa preparação e estudo. A despeito disso, não são raras as vezes em que nos defrontamos com verdadeiras aberrações linguísticas em peças processuais, provas e exames públicos, o que, mais que simples ofensa à língua portuguesa, revela um problema grave e profundo, que remonta à educação de base dos jovens.


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A importância de conhecer a língua
Postado por Prof. Sacconi, 29 Maio, 2008   

Reparem nesta notícia de jornal. Vejam até que ponto chega a importância de conhecer a língua.

Erro de português alivia o desespero de uma mãe           

Uma jornalista de 50 anos, moradora da zona sul da Capital, acorda às 4h30min de um dia desses com o toque do telefone. Do outro lado, uma voz feminina, aos berros: Mãe, eles vão me matar! Confusa, ela acreditou que se tratasse de uma de suas filhas, que estavam viajando. Só desconfiou que se tratava de um golpe de pseudossequestradores por um motivo: Uma hora ela disse: Eles vão matar eu. Minha filha não cometeria um erro de português desses.


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Matéria de O Estado de S. Paulo
Postado por Prof. Sacconi, 29 Maio, 2008   

Esta matéria, que deve interessar a todos vocês, saiu em O Estado de S. Paulo. Serve para a conscientização de muita gente.

Falar errado pode custar o emprego

Erros de português, tanto falado como escrito, são levados em conta no processo de seleção

LUCIANA MATTIUSSI

Antes de enfrentar um processo de seleção por um emprego, as pessoas normalmente se preocupam com a aparência, com os testes e com o que irão dizer. Entretanto, muitas vezes elas não se incomodam com a maneira como irão se expressar. E é justamente aí que tudo pode dar errado. Falar o português corretamente não é frescura e conta muitos pontos na hora dos selecionadores escolherem um candidato para a vaga. Para a consultora de Recursos Humanos da Master Target Human Resources, Carla Vecci, o modo de falar é tão importante quanto o conteúdo. “O candidato é seu próprio cartão de visita na empresa. Por isso, ao falar sobre suas principais características, pontos fortes e principais resultados em empregos anteriores, deve fazer isso de maneira clara. É muito importante também que ele fale corretamente, que não cometa erros de concordância, nem utilize gírias.”

Samara F. Costa e Silva, presidente da Sociedade Brasileira de Dinâmica de Grupos (SBDG), concorda: “Saber se comunicar bem não significa apenas ser extrovertido. Não cometer erros de português facilita o entendimento de quem está escutando e conta pontos para o candidato”, afirma. A pessoa que se expressa de maneira correta tem mais chances de conquistar a vaga que o concorrente que comete muitos erros, mesmo que os perfis profissionais sejam parecidos.

A presidente da SBDG lembra que os mesmos cuidados com o português também devem ser tomados na redação. “Esse teste é realizado justamente para avaliar a clareza e a gramática do candidato. Ninguém precisa ser escritor, o importante é saber escrever certo”, diz Samara.


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Antártica
Postado por Prof. Sacconi, 25 Maio, 2008   

Sempre afirmei que o nome correto para a região gelada no pólo Sul do planeta é Antártica, por várias razões. Quem usa “Antártida” carece de argumentos sólidos (se é que os tem), e sua defesa não resiste a segundos. Aos poucos, porém, todos vão se convencendo de que é mesmo Antártica a forma correta, passando, então, a usá-la. É o caso da ISTOÉ que, em matéria na página 95 da edição desta semana, estampa em letras garrafais:

A CIDADE DAS ESTRELAS

Pesquisadores encontram na Antártica uma gigantesca colônia de estrelas-do-mar.

Na “Antártida” nenhum pesquisador vai encontrar coisa boa…


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Alto e bom som
Postado por Prof. Sacconi, 25 Maio, 2008   

É essa a expressão correta, e não “em” alto e bom som. Dizer uma coisa alto e bom som é dizê-la em voz alta e clara, de modo que todo o mundo ouça e entenda. Não foi exatamente a expressão correta que vimos nesta semana no editorial da revista ISTOÉ:

Cabe a cada brasileiro, em resposta a essas movimentações, repetir em alto e bom som, como um brado retumbante: “A Amazônia é do Brasil!”

Sim, mas a língua portuguesa também é do Brasil…

 


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Enquanto ministra
Postado por Prof. Sacconi, 25 Maio, 2008   

Algum problema no emprego de enquanto aí? Não. Portanto, correto está este trecho de um leitor da ISTOÉ:

A saída de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente é um péssimo presságio para a região amazônica. Enquanto ministra, ela fez o que pôde para evitar ou amenizar o desmatamento. Mas, lutando sozinha, não resistiu. Mesmo assim, merece os parabéns por ter ido tão longe.

Sou admirador do trabalho de Marina Silva e ainda de sua figura, de sua postura. Admiro também a sua trajetória de vida. É uma mulher de fibra, de valor, mas não era preciso haver tantos ritos evangélicos daquele jeito no seu Ministério. A não ser que a intenção fosse de, com eles, ter uma ajuda a mais para manter a floresta viva…


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Mau-caratismo
Postado por Prof. Sacconi, 25 Maio, 2008   

Muitas foram as vezes que me perguntaram se mau-caratismo é palavra correta. Trata-se, evidentemente, de um neologismo, mas podemos usá-la, já que a língua não tem em sua origem o substantivo correspondente a mau-caráter. Por que, afinal, estaria eu agora aqui falando em mau-caratismo (com hífen). Justamente por causa de uma carta de um leitor da ISTOÉ, edição desta semana:

Parece que todos os líderes, sejam eles dos trabalhadores, sejam estudantis, tornam-se pessoas diferentes quando alcançam o poder. Basta observarmos para percebermos o que se passa com nossas lideranças. Esperamos que o Ministério Público, ao lado dos órgãos competentes, punam de vez esse excesso de mau caratismo.

Ele se esqueceu do hífen, mas não se esqueceu de ser verdadeiro, ao comentar matéria veiculada na semana passada pela revista, sobre a administração do Sr. Lindberg Farias (de que pertido mesmo ele é?…) em Nova Iguaçu.


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O Bradesco e seu Banco do Planeta
Postado por Prof. Sacconi, 25 Maio, 2008   

Respeitar a língua é um dever, e não uma obrigação. Quando vejo qualquer pessoa, qualquer entidade, qualquer instituição que preza o idioma, tenho-lhe mais respeito, dou-lhe maior credibilidade. É o que ocorre agora com um anúncio do Bradesco. Ele assim tem início:

NÓS AJUDAMOS A CRIAR  UMA FUNDAÇÃO NA AMAZÔNIA. PARA QUE A FLORESTA VALHA MAIS DE PÉ QUE DERRUBADA.

A maneira mais realista de encarar as motosserras na Amazônia é admitir que a procura por lucro fácil, a necessidade e a falta de informação são às vezes mais poderosas que a razão. E, a partir desse entendimento, atacar o problema de um ângulo novo. É isso que a Fundação Amazonas Sustentável está fazendo.

Além de concordar com todo o teor desse trecho, sou obrigado a reconhecer que nem sempre as pessoas (entenda-se jornalistas) escrevem motosserra corretamente. A capa da Veja, certa vez, saiu com “moto-serra”. Por quê? Porque a palavra não consta em nenhum dicionário. Então, eles ficarão órfãos… E, ainda não é todo o mundo que sabe usar a expressão de um ângulo novo. Muitos usam a preposição “sob” no lugar da preposição de, conspurcando a expressão.

Parabéns ao Bradesco pela iniciativa ecológica! Todos precisamos dar a nossa contribuição. Todos estamos no mesmo barco.


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