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A palavra mala está em moda. Usada na gíria, é nome sobrecomum masculino, ou seja, emprega-se o mala tanto em referência a homem quanto em referência a mulher. Vejam suas acepções, com os respectivos exemplos:
1. Pessoa grande e muito forte, espadaúda:
Brigou com dois malas e não apanhou.
2. Sujeito chato, desagradável, inconveniente; babaca, cricri, redução de mala-sem-alça:
Esse jornalista esportivo é um mala!
Essa repórter é um mala!
Há dicionários que registram a palavra, nesse caso, como nome comum-de-dois. Não é. Afirmar, por exemplo, que uma repórter é “uma” mala é, no mínimo, exagerar. A coisa funciona como o caso de banana e cabeça, que são palavras femininas nas suas acepções originais, mas masculinas, nas acepções figuradas:
Coma muita banana, que a fruta tem bastante potássio!
O que é que esse banana de sua tia está fazendo?
Ela bateu a cabeça na quina da mesa.
Quem é o cabeça da rebelião?
Quando se trata de comparações com animais vertebrados, geralmente o gênero não muda. Ex.:
Esse político é uma raposa.
Esse deputado é uma ratazana.
Essa senadora não é um carneirinho.
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