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A Somália tem uma região, no Nordeste do país, chamada Puntlândia. Notem bem: Puntlândia. Nossos jornalistas não sabem disso. Pensam tratar-se da “Puntilândia” (país que não existe, ao menos neste planeta) a ver-se por esta notícia, retirada da Folha Online:
Não há o que fazer para deter piratas, diz suposto líder somali
Desesperados para sobreviver e com apoio de autoridades em terra, os piratas somalis não vão ser impedidos de continuar os ataques contra navios na região, afirmou um homem que se identificou como líder pirata em entrevista à qual a rede de TV CNN teve acesso. “Os piratas estão vivendo entre a vida e a morte”, disse o homem identificado como Boyah. “Quem pode pará-los? Americanos e britânicos juntos não podem fazer nada.”
A entrevista, feita em agosto passado por jornalistas da agência de notícias somali Garowe, foi gravada no refúgio pirata de Eyl, uma cidade portuária no território autônomo de Puntilândia, considerado zona sem lei. O pirata disse que os ataques começaram porque a pesca tornou-se difícil na costa depois que pesqueiros estrangeiros esvaziaram o estoque de peixes no local. Os pescadores tradicionais da Somália começaram a atacar os pesqueiros, mas os estrangeiros, bem armados, resistiam às tentativas de assalto, disse Boyah. “Nós fomos para alto-mar e seqüestramos os navios de carga, que são desarmados”, disse o pirata, explicando que nos últimos três anos os ataques a navios acontecem a 130 km da costa.
Muitos países enviaram navios de guerra para a área, mas o pirata disse não estar preocupado, porque “nenhum navio é capaz de ver tudo” e porque a amplidão do mar fornece refúgio contra os radares, que só conseguem, em suas palavras, enxergar por 120 km.
O pirata também não teme uma reação do governo da Puntilândia.
O ministro das Relações Exteriores da Puntilândia negou envolvimento do governo com a pirataria.
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