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Sempre que a expressão de + infinitivo equivaler a um adjetivo, não se usa o pronome se depois da preposição. Vejamos exemplos:
É de estranhar que ela não me tenha telefonado. (de estranhar = estranho, portanto não se usa é de “se” estranhar)
É de admirar o que aconteceu aqui. (de admirar = admirável)
É de esperar que se tomem as providências cabíveis. (de esperar= esperável)
Foi de espantar a reação da moça. (de espantar = espantável)
Foi de notar a sua irritação. (de notar = notória)
Era de impressionar a sua disposição. (de impressionar = impressionante)
Tais arbitrariedades não são de tolerar. (de tolerar = toleráveis)
Era de temer um retrocesso político. (de temer = temível ou temeroso)
Essas notícias não são de crer. (de crer = críveis).
Uma reação da moça será de compreender. (de compreender = compreensível)
É de entender que isso tenha ocorrido. (de entender = entendível)
Não sendo possível a substituição, então, usar-se-á o pronome se:
É de se perguntar: que país é este, que não combate a violência?
Será de se responder: este é um país que vai “pá” frente…
No entanto, termina assim o seu post uma velha jornalista de O Globo, ao comentar a cassação de Jackson Lago:
É de “se” lamentar a cassação de Jackson Lago, mas não se pode permitir que, para encerrar um dos mais longos domínios coronelistas do Brasil (quase 50 anos, é bom repetir), sejam utilizados os mesmos e condenáveis métodos largamente utilizados pelo clã dominante.
É de lamentar MESMO…
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