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Não admite modificadores, como mais, menos, etc., porque na sua terminação já existe a ideia de mais ou de menos. Não existe, portanto, um fato “mais” anterior a outro nem produto “mais” superior a outro. Num de nossos dicionários, todavia, no verbete clitóris se lê a combinação impugnada: “mais anterior”. Numa faculdade de Medicina de uma universidade brasileira se define assim prostion (aliás, próstion):
Ponto “mais” anterior da sutura intermaxilar. Corresponde à extremidade “mais” anterior e inferior do septo interalveolar.
Há uma convicção equivocadamente generalizada entre estudantes de Medicina e de Odontologia que conhecer português, para a área em que atuam, é algo de somenos importância. Daí por que hoje vemos médicos dizendo “catéter”, “catéteres”, “pálato”, “alopécia”, “lipotímia” e vai por aí afora. A nosso ver, em todos os primeiros anos dos cursos universitários deveria haver a cadeira de Língua Portuguesa, para o ensino do português prático, do português cotidiano, que pouco se aprende nos bancos escolares.
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